Foodtech: como a biotecnologia viabiliza a sua escala comercial

Descubra como a Foodtech usa biotecnologia aplicada para sair do laboratório e alcançar produção industrial rentável e em larga escala. Confira agora mesmo!

Foodtech nasceu porque centros de pesquisa e startups criam soluções promissoras em laboratório, mas travam ao produzir em volume industrial. Esse hiato entre a bancada científica e a linha de fabricação motivou empresas especializadas em conectar genética e capacidade produtiva.

A Lei nº 11.105/2005, a Lei de Biossegurança, regula o uso de organismos geneticamente modificados no Brasil. Ela determina que a CTNBio avalie e autorize tecnologias modernas de biotecnologia antes de qualquer liberação comercial.

Esse arcabouço jurídico afeta o cronograma de qualquer operação que dependa de expressão gênica ou de microrganismos modificados para fabricar seus produtos.

Existem hoje 500 iniciativas ativas no país aplicando tecnologia alimentícia à cadeia de produção, distribuição e consumo.

No mesmo período, a indústria alimentícia nacional faturou R$ 586,2 bilhões apenas no primeiro semestre, conforme a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos.

Por que o salto do protótipo de laboratório para a produção em massa é o maior gargalo de uma foodtech?

O maior problema desse tipo de operação está na diferença entre um processo controlado em bancada e a variabilidade de uma planta industrial.

Um bioprocesso que funciona em poucos litros nem sempre se comporta da mesma forma em biorreatores de milhares de litros. Oxigenação, temperatura e cisalhamento mudam de comportamento quando a escala aumenta.

Esses desafios se repetem em projetos de biotecnologia aplicada a alimentos. Entre os entraves mais citados por especialistas em scale-up industrial estão:

  • Perda de rendimento da cepa ou do organismo produtor ao mudar de escala
  • Custo elevado de equipamentos industriais dedicados a um único produto
  • Ausência de dados robustos de processo para prever o comportamento em planta
  • Tempo de validação regulatória, sobretudo quando envolve expressão gênica de microrganismos modificados

Como a parceria estratégica em P&D ajuda a sua foodtech a superar as barreiras de escalonamento?

A parceria estratégica em P&D reduz o risco de scale-up porque traz experiência prévia em plantas piloto e industriais.

Um parceiro especializado já testou variáveis semelhantes, o que evita retrabalho caro. Essa colaboração segue uma sequência de etapas bem definida.

O caminho típico de uma parceria em P&D aplicada à biotecnologia inclui:

  1. Diagnóstico do processo em laboratório e identificação dos gargalos
  2. Testes em planta piloto para validar parâmetros críticos de produção
  3. Ajuste de biologia sintética ou da cepa para maior estabilidade produtiva
  4. Transferência de tecnologia para escala industrial com acompanhamento técnico contínuo

De que forma a biotecnologia otimizada garante um OPEX altamente competitivo para a operação global?

A biotecnologia otimizada reduz o OPEX ao diminuir o consumo de matéria-prima, energia e tempo de fermentação por lote.

Processos ajustados geneticamente aumentam o rendimento por ciclo, o que dilui os custos fixos da planta. Essa eficiência se torna decisiva quando a operação compete em mercados internacionais de commodity.

A diferença de custo entre um processo convencional e um processo biotecnológico otimizado aparece em variáveis mensuráveis.

O quadro abaixo resume os principais indicadores observados em projetos de bioprocessos escalados industrialmente.

Indicador Processo convencional Processo biotecnológico otimizado
Rendimento por lote Menor, com alta variação Maior, com repetibilidade
Consumo energético Elevado por unidade produzida Reduzido por ajuste de cepa
Tempo de ciclo Mais longo Mais curto
Perda de matéria-prima Alta Baixa

Como transformar a sua inovação em alimentos em uma rotina de produção industrial previsível e rentável?

Transformar uma inovação em rotina industrial previsível exige monitoramento contínuo e padronização dos parâmetros críticos do processo.

A equipe técnica precisa documentar cada variável testada durante o scale-up para repetir o resultado em lotes seguintes. Sem esse controle, a operação corre risco de instabilidade mesmo depois de validada em escala piloto.

Padronização de processo

  • Definição de faixas aceitáveis para temperatura, pH e oxigenação
  • Protocolos escritos para cada etapa do bioprocesso

Controle de qualidade contínuo

  • Amostragem regular ao longo da produção
  • Rastreabilidade de lote conectada aos dados de expressão gênica do organismo produtor

Gestão financeira da operação

  • Acompanhamento de custo por tonelada produzida
  • Revisão periódica do OPEX frente às metas comerciais da operação

Sua foodtech já mapeou onde estão os problemas entre o laboratório e a fábrica? 

A BIOINFOOD acompanha esse caminho da genética à escala industrial, com suporte técnico em cada etapa do processo.

Entre em contato conosco!

Perguntas frequentes

Quais são os principais desafios ao escalar a produção biotecnológica em uma foodtech?

Os principais desafios envolvem perda de rendimento entre escalas, custo de equipamentos dedicados e tempo de validação regulatória de organismos modificados.

Como o P&D terceirizado acelera o time-to-market de inovações no mercado de alimentos?

O P&D terceirizado acelera o time-to-market porque reaproveita protocolos e dados de processos já validados em outras plantas, reduzindo o número de testes feitos do zero.

É possível garantir a viabilidade financeira ao passar do laboratório para a fabricação em toneladas?

É possível, desde que o processo seja otimizado geneticamente e o custo por tonelada seja simulado antes da construção ou contratação da planta industrial.

- Sobre o autor

Biológico, Doutor em Genética pela UNICAMP. Foi Pesquisador do Departamento de Genética do IB-UNICAMP e Pesquisador em Biologia Sintética na GranBio Celere por quatro anos. Liderou projetos de P&D apoiados pela FAPESP (Auxílio à Pesquisa Regular – UNICAMP) e ISI Biomassa (Senai – GranBio). É sócio co-fundador da BIOINFOOD.

Gleidson Teixeira

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